quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Parabéns Minha Mãe!






EU TE AMO, MUITO, MUITO!

ABSURDO (Vanessa da Mata)


Havia tanto pra lhe contar
A natureza
Mudava a forma o estado e o lugar
Era absurdo

Havia tanto pra lhe mostrar
Era tão belo
Mas olhe agora o estrago em que está

Tapetes fartos de folhas e flores
O chão do mundo se varre aqui
Essa idéia do natural ser sujo
Do inorgânico não se faz

Destruição é reflexo do humano
Se a ambição desumana o Ser
Essa imagem infértil do deserto
Nunca pensei que chegasse aqui

Auto-destrutivos,
Falsas vitimas nocivas?

Havia tanto pra aproveitar
Sem poderio
Tantas histórias, tantos sabores
Capins dourados

Havia tanto pra respirar
Era tão fino
Naqueles rios a gente banhava

Desmatam tudo e reclamam do tempo
Que ironia conflitante ser
Desequilíbrio que alimenta as pragas
Alterado grão, alterado pão

Sujamos rios, dependemos das águas
Tanto faz os meios violentos
Luxúria é ética do perverso vivo
Morto por dinheiro

Cores, tantas cores
Tais belezas
Foram-se
Versos e estrelas
Tantas fadas que eu não vi

Falsos bens, progresso?
Com a mãe, ingratidão
Deram o galinheiro
Pra raposa vigiar

terça-feira, 31 de maio de 2011

.

Enxergue bem, e mesmo que enxergue, olhe mais uma vez, olhe bem fundo, tão fundo, até que possa atravessar a alma, chegando lá, com cuidado, olhe de novo, se possivel, pegue uma lupa, ou um microscópio, descubra, investigue.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Onde Ir ( Vanessa da Mata )

Eu não sei o que vi aqui
Eu não sei prá onde ir
Eu não sei porque moro ali
Eu não sei porque estou...

Eu não sei prá onde a gente vai
Andando pelo mundo
Eu não sei prá onde o mundo vai
Nesse breu vou sem rumo...

Só sei que o mundo vai de lá pra cá
Andando por ali
Por acolá
Querendo ver o sol que não chega
Querendo ter alguém que não vem.

Eu não sei o que vi aqui
Eu não sei prá onde ir
Eu não sei porque moro ali
Eu não sei porque estou...

Eu não sei prá onde a gente vai
Andando pelo mundo
Eu não sei prá onde o mundo vai
Nesse breu vou sem rumo...

Só sei que o mundo vai de lá pra cá
Andando por ali
Por acolá
Querendo ver o sol que não chega
Querendo ter alguém que não vem.

Cada um sabe dos gostos que tem
Suas escolhas, suas curas
Seus jardins
De que adianta a espera de alguém?
O mundo todo reside
Dentro, em mim.

Cada um pode com a força que tem
Na leveza e na doçura
De ser feliz.

sábado, 28 de maio de 2011

(William Shakespeare)

Há quem diga que todas as noites são de sonhos. Mas
há também quem garanta que nem todas, só as de verão.
No fundo, isso não tem importância. O que interessa mesmo
não é a noite em si, são os sonhos. Sonhos que o homem
sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do
ano dormindo ou acordado.