Nós parecemos personagens , de um roteiro lindo e tão complicado. Nós parecemos uma tela desenhada , Com mil cores misturadas que no fim sempre combinam ou cordas de um violão mal colocadas, E quando são tocadas juntas nunca desafinam.
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Razão ou não
Era mais ou menos assim, tão iguais e tão imperfeitos, tão sensatos e tão confusos, era mais ou menos assim...
Ele vento, temperança, paz , ela tempestade, vulcão, trovoada. De tantas e tantas vezes , de tantas e tantas palavras, resolveram estar juntos, mas como? tão diferentes e tão semelhantes. Essa história poderia ser contada de trás pra frente ou de frente pra trás, é sempre a mesma coisa, essa confusão diária , esse turbilhão de beijos, esta retração de atitudes, essa paixão, esse jogo. Corrói como o sentimento preso que não se liberta por orgulho, pela certeza de saber que quem não caça é caçado ou até mesmo por simplesmente não saber como admitir, um receio sentimental , um medo de lhe dar com uma personalidade tão igual, enfatizo a tentativa, enfatizo a tentativa de novo e de novo... talvez não tenham certeza se vai dar certo, mas uma coisa eu posso garantir que eles não tem, a coragem de deixar um ao outro .
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Obrigada Deus!
Reclamar da chuva ? Reclamar porque me molhei um pouco indo trabalhar ? Reclamar por causa do trânsito ? Porque as ruas estão alagadas (Culpa dos projetistas da cidade) ?
Não, Não! Não me peçam pra fazer isso!
O gado precisa beber, o plantio precisa ser fértil, o sertão precisa de água. Há milhões de famílias que dependem da chuva pra sobreviver, essas mesmas pessoas, são as que choram quando veem seus animais mortos de fome e dando graças por ainda não ser a vez delas mesmas. Pode mandar chuva meu Deus, quanto e quando quiser, não vou reclamar e graças te dou, por cada gota que tens mandado e por não deixar meu sertão virar deserto.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
terça-feira, 7 de agosto de 2012
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
ABSURDO (Vanessa da Mata)

Havia tanto pra lhe contar
A natureza
Mudava a forma o estado e o lugar
Era absurdo
Havia tanto pra lhe mostrar
Era tão belo
Mas olhe agora o estrago em que está
Tapetes fartos de folhas e flores
O chão do mundo se varre aqui
Essa idéia do natural ser sujo
Do inorgânico não se faz
Destruição é reflexo do humano
Se a ambição desumana o Ser
Essa imagem infértil do deserto
Nunca pensei que chegasse aqui

Auto-destrutivos,
Falsas vitimas nocivas?
Havia tanto pra aproveitar
Sem poderio
Tantas histórias, tantos sabores
Capins dourados
Havia tanto pra respirar
Era tão fino
Naqueles rios a gente banhava
Desmatam tudo e reclamam do tempo
Que ironia conflitante ser
Desequilíbrio que alimenta as pragas
Alterado grão, alterado pão
Sujamos rios, dependemos das águas
Tanto faz os meios violentos
Luxúria é ética do perverso vivo
Morto por dinheiro

Cores, tantas cores
Tais belezas
Foram-se
Versos e estrelas
Tantas fadas que eu não vi
Falsos bens, progresso?
Com a mãe, ingratidão
Deram o galinheiro
Pra raposa vigiar
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